Títulos do Tesouro Direto desabam até 33% no acumulado do ano

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Os riscos fiscais cada vez mais elevados, a alta da inflação e todo cenário político-econômico conturbado no país estão fazendo com que as taxas de juros futuros disparem. O motivo é o aumento da percepção de risco – e quando o investidor corre muitos riscos também exige um retorno maior.

Com essa forte alta nos contratos de juros futuros, os preços dos títulos públicos que já estão no mercado despencaram, fazendo com que a rentabilidade acumulada destes papéis no ano despencasse.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o Tesouro IPCA+2045 acumula um retorno negativo de impressionantes 32,45% desde o início do ano. Apenas nos últimos 30 dias, a rentabilidade desses papéis desabou 16,98%.

Já o Tesouro IPCA+ 2035 já perdeu 16,67% no acumulado de 2021, enquanto nos últimos 30 dias a queda foi de 9,58%.

Outro papel que apresenta forte desvalorização é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055, que recuou 16,77% no ano e 10,39% nos 30 dias anteriores.

Veja abaixo o retorno acumulado dos títulos de inflação:

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Queda entre os prefixados

Não são apenas os títulos atrelados à inflação que registram forte queda na rentabilidade acumulada – os prefixados também estão sofrendo com o cenário atual da economia brasileira.

A maior queda pode ser vista no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029, que desvalorizou 18,33% no ano e 7,18% apenas nos últimos 30 dias. Na mesma linha, Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 caiu 14,98% no ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2026 cedeu 15,90% em 2021.

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Por que isso acontece?

Tanto os títulos atrelados à inflação quanto os prefixados possuem uma fórmula de cálculo de rentabilidade que utiliza a taxa prefixada para calcular o preço de mercado. Não vamos entrar no detalhe da fórmula neste texto, mas é importante que você saiba que quanto mais longo for o prazo do título, maior será a sua volatilidade (tanto para mais, quanto para menos).

Além disso, a lógica por trás das oscilações de preços do Tesouro Direto é a seguinte: se as taxas prefixadas registram alta nos títulos que estão à venda, o papel que você comprou com uma taxa mais baixa vai perder valor de mercado.

Vamos exemplificar: digamos que você compre hoje, por R$ 1.000, o título Tesouro IPCA+ com vencimento em 2055 pagando uma taxa prefixada de 5,77% a.a + IPCA.

Agora imagine que daqui a uma semana, esse mesmo título passe a ser comercializado no site do Tesouro Direto com uma rentabilidade de 6,5% a.a +IPCA.

Se você quiser vender seu título agora, ele valerá menos do que os R$ 1.000 que você pagou, concorda? Afinal, pelos mesmos R$ 1.000 já é possível comprar um papel que paga 6,5% ao ano.

Então é por isso que os títulos prefixados podem perder (ou ganhar) valor quando o investidor opta pela venda antecipada, dependendo da oscilação das curvas de juros.

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