Por que o brasileiro investe pouco no exterior? CEO da Avenue explica e aponta avanços

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Investir em ativos no exterior ainda é uma realidade para uma parcela muito pequena da população brasileira e este mercado tem um potencial de crescimento gigantesco.

Esta foi uma das conclusões da live realizada nesta quinta-feira (28) pela diretora de operações da Convex Research, Thata Saeter, com o CEO e fundador da Avenue Securities, Roberto Lee. Richard Rytenband, economista e CEO da Convex, também participou do encontro.

“O Brasil ainda é um país muito isolado do ponto de vista financeiro. As barreiras imaginárias da fronteira do Brasil já caíram para quase todos os setores. Moda, educação, entretenimento, música.  Mas, no mundo das finanças, o brasileiro ainda não se relaciona com outros países”, destacou Lee.

Ele lembrou que o investimento no exterior era visto há pouco tempo como algo que poderia ser ilegal, mas isso já começa a mudar. “Estamos conseguindo sair desse imaginário popular do “proibido” para “algo muito difícil”. Pelo menos já está evoluindo”, disse Lee.

Mesmo essa percepção de dificuldade em investir fora do país é algo praticamente imposto pelos grandes players do mercado financeiro nacional, que procuram manter o investidor com os seus produtos – alertando sobre uma dificuldade que na realidade não existe.

“É algo parecido com o que os grandes bancos faziam com as corretoras. Eles falavam que quem investisse em plataformas independentes teria enormes dificuldades e riscos. E aproveitavam para oferecer produtos caros – um fundo monoação de Petrobras com taxa de 4% ao ano, por exemplo”, destaca Lee.

Hoje, as próprias corretoras nacionais fazem algo parecido com o investidor que manifesta interesse em ativos no exterior. “A corretora te oferece um BDR (Brazilian Depositary Receipts) e tenta te convencer de que é a mesma coisa que abrir conta lá fora”, afirma o CEO da Avenue.

Lembrando que o BDR proporciona uma exposição indireta ao mercado internacional, já que tanto as aplicações, quanto os resgates são feitos em reais, e não em dólar. Ou seja, apesar de incluir a variação cambial na oscilação do papel, o investidor corre o risco de conversibilidade.

Para entender melhor a diferença entre investir em BDRs ou diretamente em ativos no exterior, clique aqui e leia a matéria que falamos sobre esse tema.

Richar Rytenband destacou que o mercado cria inúmeras narrativas para dificultar o investimento no exterior. Uma delas é de que é preciso comprar o ativo quando o dólar estiver nas mínimas e vender quando a moeda estiver na máxima.

“Isso é somente especulação. A exposição em ativos de moeda forte não visa movimentos especulativos, mas sim a proteção do patrimônio para lidar com o risco país”, afirmou o CEO da Convex.

Só 500 mil investidores

De acordo com Lee, apenas 500 mil investidores brasileiros investem diretamente no exterior atualmente, mas esse número deve crescer bastante à medida em que a percepção de riscos das pessoas começar a mudar sobre esse tema. E a tendência é que isso aconteça com o ingresso das novas gerações no universo dos investimentos.

“O mundo digital que os jovens estão adotando já traz um conceito de ‘queda de fronteiras’. Além disso, eles têm uma outra visão sobre o tempo e o próprio dinheiro. Eles investem em criptomoedas, que possui negociação 7 dias por semana, 24 horas por dia. Quando compram uma ação na Bolsa, não entendem por que precisam esperar o horário comercial para fazer a negociação”, diz.

Thata Saeter concordou e destacou que os investidores mais jovens, que se interessam pelo mercado de criptoativos, já possuem uma consciência maior sobre alguns conceitos importantes.

“Eles entendem que o real está se depreciando e que precisam estar expostos a ativos que pelo menos preservem o seu dinheiro. É muito interessante ver essa consciência aflorando nos jovens”, afirmou a diretora de operações da Convex.

Para assistir à live completa, clique aqui

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