FGV vê inflação com ‘tempestade perfeita’ no Brasil

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Os economistas da FGV (Fundação Getulio Vargas) voltaram a destacar as pressões inflacionárias no último Boletim Macro, relatório publicado mensalmente pela entidade.

“Enquanto o impacto da pandemia retrocede, outros fatores contribuem para aumentar as preocupações com o desempenho da economia. O primeiro deles é a inflação, que segue muito elevada e tem surpreendido sistematicamente para cima”, afirmam os economistas.

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) do mês de setembro ficou em 1,14%, o maior resultado para o mês de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 1,63%. O IPCA-15 funciona como uma prévia do IPCA, o índice oficial de inflação do país.

No ano, o índice acumulou alta de 7,02%. Já no acumulado em 12 meses, a inflação superou a casa dos dois dígitos, ficando em 10,05%.

A FGV aponta uma série de fatores que contribuem para a “tempestade perfeita” da inflação no país. O primeiro deles é a alta nos preços internacionais de commodities, em torno de 40% desde o início da pandemia, que provocou forte alta dos preços de alimentos, derivados de petróleo.

Um outro ponto que contribuiu para o aumento generalizado dos preços foi o forte crescimento mundial da demanda por bens, que acontece em um momento em que as cadeias de suprimentos estão desorganizadas devido à pandemia. A consequência foram novas pressões inflacionárias na indústria. “Os custos de transporte, somados à crise hídrica e energética, também acentuam o choque de preços nas atividades industriais”, destacam os economistas.

Por fim, com o abrandamento do distanciamento social, a demanda por serviços deve voltar a crescer, adicionando mais um ingrediente de pressão na inflação.

“Em nossas projeções, o aumento esperado de preços de serviços não é compensado pela desaceleração de preços de bens. Ou seja, temos uma tempestade perfeita”, afirma a FGV.

Para a entidade, a inflação deve encerrar este ano em 8,7%. A projeção está acima das expectativas do mercado. Segundo o último Boletim Focus, que reúne as expectativas dos analistas do mercado financeiro, o IPCA deve terminar 2021 em 8,45%.

Para 2021, a projeção dos analistas ouvidos para a elaboração do Focus é de uma inflação na faixa dos 4,12%.

Receba nossa

Newsletter

Novidades e informações importantes sobre a Convex

Relacionados

Preserve o Seu Patrimônio

Seja um Assinante Convex

Entre em contato para saber mais sobre nossas soluções e ferramentas para que você se torne um investidor global.